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Soledad

Frames da videoperformance, 2014. 15:00 minutos.

Tendo como cenário o mausoléu de um cemitério abandonado da cidade de Belém, a câmera acompanha em detalhes a limpeza meticulosa de uma urna do local. A artista – vestida de branco e parecendo-se com uma enfermeira – efetua o trabalho na urna cheia d’água do mausoléu abandonado e repleto de infiltrações. Em um rito que desloca o lugar usual da morte e naturalizando o trato com os restos, a artista retira os ossos da urna (sem luvas) e, após limpá-la, os devolve ao mesmo lugar. Uma troca simbólica é estabelecida no processo: o local vai ficar limpíssimo e a roupa da artista, que anteriormente era branca, vai se impregnar do limo, do pretume, dos signos da morte. A arte é tratada como algo que permeia tanto nossa existência concreta quanto a morte enquanto outra dimensão da vida.

 

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